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Bolas de futsal, handbol, basquete e vôlei, também chuteiras, redes e coletes. Enfim: o básico para que no mínimo cerca de 7200 mil crianças e adolescentes, de 36 cidades mineiras, possam ampliar sua vivência esportiva. Para o ano de 2019, 36 cidades mineiras receberão um repasse de R$ R$ 48.895,18 (quarenta e oito mil, oitocentos e noventa e cinco reais e dezoito centavos), para a aquisição desses materiais. Elas foram contempladas pelo edital publicado pela Secretaria de Estado de Esportes (SEESP), voltado para a seleção de projetos que desenvolvam trabalhos de promoção e fomento do esporte e da prática de atividade física, em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O secretário de Estado de Esportes, René Vilela, explicou o formato do edital. “Fizemos a opção de privilegiar municípios com baixo IDH, primeiro, para que pudéssemos contribuir, a partir do fomento e apoio ao Esporte, com a reversão do indicador. Em segundo lugar, para auxiliar na descentralização da aplicação dos recursos oriundo da Lei de Incentivo ao Esporte”.

O valor representou uma espécie de “presente de final de ano” para muitos gestores. O prefeito de Caraí, cidade com população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em pouco mais 23 mil pessoas, falou da importância do recurso. “Ele será determinante para muitas das nossas comunidades rurais, que não tinham uma estrutura mínima para a realização de práticas esportivas”.

Neiva reconhece a função social do esporte para o desenvolvimento da cidade. “Temos a convicção de que o esporte é uma das importantes ferramentas de mudança e superação de uma realidade de pobreza e escassez de perspectivas. O recurso vem em um momento muito adequado. Ele nos ajudará no fomento e realização de atividades esportivas, que não só contribuem para afastar nossos jovens das drogas e da violência, como potencializará a formação de novos atletas”.

O município de Itaipé, cidade com pouco mais 12 mil habitantes, no Vale do Mucuri, também será contemplado pelo envio do recurso. O diretor de convênios da Prefeitura de Itaipé, Robson Nunes, falou da adesão ao edital. “Temos um conjunto de ações e iniciativas na área do Esporte que estavam aguardando as devidas condições para aquisição de matérias para que pudéssemos executá-las. São pequenas competições que envolvem diretamente nossos jovens e adolescentes. Quando tomamos conhecimento do edital, o prefeito solicitou nosso empenho absoluto para que pudéssemos viabilizá-lo. É um repasse de grande serventia para o município”.

Em um intervalo de menos de uma semana, 218 municípios se inscreveram no edital. O superintendente de Fomento e Incentivo ao Esporte, Thiago Santana, organizou um processo descomplicado. “Na pré-seleção, os municípios interessados preencheram um formulário padrão e enviaram uma cópia de um documento de identificação do prefeito. Foi um processo de participação bastante simplificado, a fim de agilizar e garantir a participação de um número maior de cidades”.

Três critérios nortearam a seleção dos projetos encaminhados pelos municípios: o histórico de captação da prefeitura, a fim de priorizar municípios com dificuldade de captação, o território de desenvolvimento do projeto, para que sejam privilegiados territórios com maior dificuldade de captação, e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), com propósito de auxiliar na reversão desse indicador.

O IDH teve um peso de 50%. Quanto menor foi esse indicador no município, maior foi sua chance de escolha. O histórico de captação pela Lei de Incentivo teve um peso de 30%. Nesse caso, se o território de desenvolvimento no qual a cidade está localizada teve bons índices de captação, a tendência foi dela ser preterida. Outros 20% guardaram relação com o valor já captado anteriormente pelo município.   

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