Foto Daniel Zappe CPBMPIX

Ação da Secretaria de Estado de Esportes (SEESP), junto ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), representará para os competidores do atletismo paralímpico de Minas Gerais um “presente de natal”. A secretaria conseguiu que os resultados e pontuações obtidas pelos atletas nos Jogos do Interior de Minas (JIMI), sejam contabilizadas no ranking nacional do CPB. Além de referendar e classificar, em nível nacional, o desempenho dos paratletas mineiros, o ranking também é parâmetro para cessão do Bolsa Atleta do Ministério dos Esportes e para convocação para as seleções brasileiras nas modalidades do atletismo paralímpico.

 

Antes da inclusão do Jogos do Interior de Minas (JIMI), em 2019, por exemplo, apenas o Circuito Brasil Loterias Caixa, em suas fases regionais e nacional, daria aos paratletas mineiros a oportunidade de pontuar no ranking nacional. Já o Estado de São Paulo, citando caso parecido, conta com um conjunto maior de competições homologadas pelo CPB, o que oportuniza melhor colocação, por uma maior soma de marcas, dos paratletas paulistas no ranking nacional.

 

O secretário de estado de Esportes, René Vilela, comemorou a homologação. “Temos uma delegação muito promissora, cujo potencial nossos atletas atestaram nas Paralímpiadas Escolares 2018. Se nosso primeiro grande empenho foi na direção garantir a eles a oportunidade de mostrarem seus talentos, agora, é de que sejam condecorados à altura de suas respectivas superações”. 

 

Nas Paralimpíadas Escolares 2018, realizada no último mês de novembro, a delegação mineira saltou da 11ª colocação, registrada em 2017, para o 5º lugar no ranking geral.

 

O secretário estadual também destacou o ganhou de competividade que o JIMI ganhará. “Nossa expectativa é de que, já a partir do próximo JIMI, inscrevam-se um número maior de paratletas de alta performance nos jogos, o que proporcionará uma elevação no nível da competição como um todo”, disse Vilela. 

 

Já o superintendente de Programas Esportivos da secretaria de estado de Esportes, Frederico Pessoa, destacou o duplo reconhecimento conferido pela homologação. “Primeiro, ela condecora toda a tradição e trabalho do JIMI, que é uma das nossas competições mais tradicionais. Em segundo lugar, será muito bom para o nosso atleta, que passa a ter aberto o acesso ao universo do alto rendimento esportivo. Assim, esse duplo reconhecimento, à competição e aos nossos atletas, deflagram um círculo virtuoso no atletismo paralímpico mineiro”.   

 

O Coordenador do Paradesporto, Cláudio Coelho, ressaltou a importância da participação das entidades dentro dos jogos. “Sempre recebemos feedbacks antes, durante e após as competições visando sempre o melhor para os paratletas. Com isso conseguimos algo inédito, a homologação dos resultados do JIMI, colocando ainda mais Minas Gerais no cenário nacional e que irá contribuir para crescimento da modalidade dentro de todo Estado”.

 

Modalidades

 

Praticado por atletas com deficiência física, visual ou intelectual, os competidores do atletismo paralímpico são divididos em grupos de acordo com a classificação funcional. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto no feminino quanto no masculino.

 

Nas corridas, atletas com deficiência visual mais alta podem ser acompanhados por guias, ligados a eles por uma corda. Na pista, o guia deve apenas orientar a direção da corrida do atleta, sem puxá-lo, sob pena de desclassificação.

 

No salto, os deficientes visuais podem ser auxiliados por um chamador, que, com palmas e com a sua voz, guia o atleta.

 

 

 

Já entre os deficientes físicos, há corridas com o uso de próteses ou em cadeiras de rodas.