SEESP

 

Apoiar — incondicionalmente! — os paratletas e o paradesporto. Foi com esse intuito que a Secretaria de Estado de Esportes (SEESP) prestigiou, na última quarta-feira (19), o 4º festival de Bocha, realizado em um Shopping da cidade de Betim, município da Região de Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), na última quarta-feira (19). O coordenador estadual de Paradesporto, Cláudio Coelho, representou o Secretário de Estado de Esportes, René Vilela. O festival teve a inscrição de 23 atletas, das cidades de Betim, Contagem, Belo Horizonte e Crucilândia.

A bocha, é uma modalidade paralímpica praticada por atletas com algum grau de paralisia cerebral ou deficiências severas. A disputa acontece assim: os atletas, sentados nas cadeiras de rodas, em um espaço demarcado para fazer os arremessos, lançam bolas coloridas o mais próximo possível de uma bola branca. É permitido usar as mãos, os pés e instrumentos de auxílio, e contar com ajudantes, os “calheiros” — no caso dos atletas com maior comprometimento dos membros. É o caso, por exemplo, dos desportistas tetraplégicos. Como não conseguem movimentar pernas e braços, eles usam uma faixa ou capacete na cabeça com uma agulha na ponta. O calheiro posiciona a canaleta à sua frente para que ele empurre a bola pelo instrumento com a cabeça.

Nas Paralimpíadas Escolares 2018, realizada em novembro, a delegação mineira enviou 8 atletas de Bocha, de um total de 108. Eles são escolhidos entre os destaques nos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG), competição realizada pela Secretaria de Estado de Esportes.

Cláudio Coelho parabenizou a inciativa. “São positivos todos os eventos em prol da socialização e interação das pessoas com deficiência através do esporte. Com a Bocha não é diferente. Os organizadores do festival atingiram seu objetivo: dar visibilidade à modalidade. Vemos as pessoas que passam pelo local, curiosas, perguntado sobre a Bocha. É um grande mérito da CRAEI-RV, do Projeto Viva o Esporte/ RamaCrisma”.

A diretora do Centro de Referência e Apoio à Educação Inclusiva Rafael Veneroso (CRAE-RV), Luciane Campos, explicou que a Bocha, e demais atividades paralímpicas, proporciona aos alunos a oportunidade de demostrarem todo seu potencial, tanto o educacional como o de outras vivências. “É quando eles demonstram que são sujeitos capazes, com potencial, e que podem, como outras crianças, participar de uma prática esportiva, de se desenvolver”, destacou.

Danilo César Trindade, técnico da seleção de Bocha de Minas Gerais nas Paralimpíadas Escolares 2018, foi também um dos organizadores do 4º Festival de Bocha. Ele explicou que escolheram o shopping para, além de dar visibilidade à modalidade, desestigmatizar os atletas com paralisia cerebral. “É uma deficiência carregada de preconceitos e desinformação. Então trouxemos para o shopping uma atleta que participou das paralimpiadas brasileiras, a Amanda Alether. Ela concluiu recentemente um curso superior em Publicidade e Propaganda. Ela é palestrante. Utiliza recursos audiovisuais em suas explanações. Pelos mesmos caminhos temos o Atleta Fábio Júlio, da categoria BC3. Aqui temos atletas que já foram campeões estaduais, que representam Minas nas Paralimpíadas Escolares. É isso que nós queremos mostrar à sociedade ao escolhermos um espaço como esse. Que embora essas pessoas tenham paralisia cerebral, que estejam numa cadeira de rodas, elas não são paralisado”, concluiu.