Thais Michele atleta da cidade de Lagoa Santa contemplada pelo Bolsa Atleta

Superando desafios e grandes adversidades, o Programa Bolsa Atleta e Bolsa Técnico Estadual, uma das principais ferramentas de apoio ao desenvolvimento à carreira treinadores e desportistas de alto rendimento, finalizou, na última quinta-feira (19) — pelo empenho da equipe da Secretaria de Estado de Esportes e a Secretaria de Estado de Fazenda — o pagamento da sua última parcela aos beneficiados, concluindo, de forma vitoriosa, mais uma das suas etapas.

“Nosso empenho não poderia ser inferior ao dos nossos atletas. Novamente, pudemos contar com a sensibilidade do governador Fernando Pimentel, que reconhece no Bolsa Atleta uma importante ferramenta de estímulo aos desportistas e treinadores já consagrados e revelações que despontam nas principais competições realizadas pelas Federações Esportivas Mineiras, Confederações Nacionais e Federações Internacionais de modalidades olímpicas e paralímpicas”, agradeceu o secretário de estado de Esportes, René Vilela.

 

É com o Bolsa Atleta que o paraciclista Gustavo Martins de Rezende consegue se dedicar exclusivamente à sua modalidade. “É um programa imprescindível para nós. A iniciativa privada não apoia modalidades que não gozem de tanta visibilidade, como o futebol, na hora oferecer patrocínio. Por isso o bolsa Atleta é de tanta valia”.

 

Com o programa, Gustavo compra equipamentos próprios da sua modalidade, custeia o transporte para suas competições e o seu “dia a dia”. Mas para o paraciclista o Bolsa Atleta é também outro fator de estímulo. “Conheço atletas que passaram a competir por outros Estados, justamente porque não conseguiram apoio do governo. Para mim é ainda mais motivador representar Minas Gerais, minha terra, nas competições. O Bolsa é como um reconhecimento do meu próprio Estado aos meus esforços”.

 

O apoio à dedicação exclusiva aos treinamentos é o que também destaca a judoca Mariana dos Santos Silva, de Belo Horizonte. Quinto lugar nos jogos olímpicos 2016 e, antes de lesionar o joelho esquerdo, em julho desse ano, 10ª lugar no ranking mundial do judô, ela explica que, somente com o Bolsa Atleta, consegue desprender toda sua dedicação ao judô. “Treino cerca de cinco horas todas as segundas, quartas e sextas; dedico-me a outras três horas de treinamento às terças e quintas”, explicou. 

 

Ela lamenta que muitos atletas com quem conviveu não tenham conseguido apoio como o do Bolsa e, quando chegaram na casa dos 20, 21 anos, se viram no dilema de ter de abandonar a carreira no judô para dar início as suas carreiras no mercado de trabalho. “É com esse valor que consigo custear meu aluguel, meu transporte, seja para os treinamentos ou para as competições, minha dieta alimentar”. 

 

O superintendente estadual de programas esportivos, Frederico Pessoa, ressaltou os ganhos que a continuidade do programa gera. “Vamos para a 6ª edição do programa. “É uma vitória para a SEESP a garantir esse benefício por todos esses anos, e não apenas pontualmente, geralmente, na antevéspera de grandes eventos esportivos. Estamos garantindo a continuidade do treinamento dos nossos desportistas durante todo um ciclo olímpico”.  

 

Nessa etapa, o Bolsa Atleta, assim como muitos dos seus atletas, bateu recordes. Foram69 benefícios a mais, na comparação com edições anteriores do programa. Os atletas e técnicos selecionados receberam valores que iam de R$ 750 a R$ 5.000. Em números totais, o Governo de Minas superou as dificuldades e as próprias marcas, investindo mais de R$ 2,106 milhões no apoio à carreira dos atletas e técnicos de alto rendimento. Na edição anterior, o repasse foi menor: R$ 1,13 milhão.

 

O critério para seleção levou em conta o mérito e o desempenho dos selecionados. Poderiam se inscrever atletas que, nesse ano ou no ano passado, participaram — e conquistaram! — uma das três primeiras colocações nas competições desportivas de referência de âmbito estadual, nacional, internacional e olímpico/paralímpico. Da mesma forma os técnicos: puderam pleitear treinadores cujo atleta tenha alcançado uma das três primeiras colocações em competição de referência da respectiva categoria de bolsa pleiteada ou no ranking estadual, nacional e internacional da modalidade.

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